DecisaBlog
Voltar ao blog
Rastreamento7 min de leitura

Modelos de UTM para Google Ads, Meta e TikTok (Copie, Cole, Pronto)

Modelos de UTM prontos para Google Ads, Meta e TikTok com os parâmetros dinâmicos de cada plataforma — e as convenções que mantêm seus relatórios limpos.

Por Time do Decisa ·

Abra o relatório de campanhas de qualquer conta que roda tráfego pago há alguns meses e olhe a coluna utm_campaign. É quase certo que você vai encontrar a mesma campanha espalhada em três linhas — promo_inverno, Promo Inverno, promoinverno-v2 — mais uma linha gorda de (not set) onde alguém esqueceu de marcar a URL. Cada uma dessas linhas é uma decisão que você não consegue mais tomar, porque o dado que deveria responder "qual campanha gerou este pedido?" foi triturado na hora da marcação.

A solução não é disciplina. É tirar o ser humano do processo. As três grandes plataformas de anúncio conseguem injetar os valores de campanha, conjunto e anúncio nas suas URLs automaticamente, no momento do clique. Este post entrega um modelo pronto para copiar e colar por plataforma e o punhado de convenções que mantém tudo limpo por anos.

Deixe a Plataforma Preencher os Campos

UTMs digitadas à mão falham por um motivo banal: pessoas abreviam, capitalizam e renomeiam de forma inconsistente. Parâmetros dinâmicos nunca falham, porque a plataforma substitui o valor real a cada clique. Cada uma tem sua própria sintaxe para a mesma ideia:

O que você querGoogle Ads (ValueTrack)Meta (parâmetros dinâmicos)TikTok (macros)
Nome da campanha— (não existe){{campaign.name}}__CAMPAIGN_NAME__
ID da campanha{campaignid}{{campaign.id}}__CAMPAIGN_ID__
Conjunto / grupo de anúncios{adgroupid}{{adset.name}}__AID_NAME__
Anúncio / criativo{creative}{{ad.name}}__CID_NAME__
Palavra-chave{keyword}
Posicionamento{placement} / {network}{{placement}}__PLACEMENT__
Click IDgclid (automático)fbclid (automático)ttclid (automático)

Três sintaxes, um princípio: escreva o modelo uma única vez e toda URL servida pela plataforma carrega a verdade sobre a origem do clique.

Os valores dinâmicos do Google se chamam parâmetros ValueTrack. A configuração mais limpa é um único sufixo de URL final no nível da conta — Configurações → Configurações da conta → Acompanhamento — para que toda campanha herde o modelo e ninguém precise editar URL por anúncio:

utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign={campaignid}&utm_term={keyword}&utm_content={creative}

O que cada peça faz:

  • {campaignid} — o ID numérico da campanha. Repare na tabela acima: o ValueTrack não tem parâmetro de nome de campanha, então você passa o ID e resolve o nome na camada de relatório. A vantagem é que o ID sobrevive a renomeações.
  • {keyword} — a palavra-chave que casou com a busca. Preenchida na rede de Pesquisa; vazia onde palavra-chave não existe (Performance Max, por exemplo), o que por si só já é sinal útil.
  • {creative} — o ID do anúncio, para separar testes de criativo sem adivinhação.

Vale saber: {matchtype}, {device} e {network} existem se você quiser mais dimensões, e o click ID gclid é anexado automaticamente pela marcação automática — ele viaja ao lado das suas UTMs, não no lugar delas.

Meta: Parâmetros Dinâmicos de URL

A Meta preenche valores com parâmetros de chaves duplas no campo Parâmetros de URL da configuração do anúncio (Gerenciador de Anúncios → nível do anúncio → Acompanhamento → Parâmetros de URL):

utm_source={{site_source_name}}&utm_medium=paid&utm_campaign={{campaign.name}}&utm_term={{adset.name}}&utm_content={{ad.name}}

Duas escolhas deliberadas nesse modelo:

  • {{site_source_name}} resolve para um código curto de onde o anúncio rodou — fb, ig, msg ou an. Isso divide seu utm_source em até quatro valores, que é exatamente o que você quer quando Instagram e Audience Network performam diferente. Se preferir uma linha só, fixe utm_source=facebook e passe {{placement}} em outro campo.
  • Nomes, não IDs — {{campaign.name}} fica lindo no relatório, mas a Meta substitui o nome atual na hora da entrega. Renomeie uma campanha no meio do voo e seu histórico se parte em duas linhas. Escolha nomes que você não vai mexer, ou use {{campaign.id}} se o time renomeia toda semana.

Espaços nos nomes chegam codificados na URL (Promo%20Inverno) — mais um motivo para nomear tudo em kebab-case desde o primeiro dia. A lista completa de parâmetros está na Central de Ajuda para Empresas da Meta.

TikTok: Macros de URL

O TikTok não tem um campo separado de parâmetros de URL — você anexa as macros direto na URL da página de destino ao montar o anúncio:

utm_source=tiktok&utm_medium=paid&utm_campaign=__CAMPAIGN_NAME__&utm_term=__AID_NAME__&utm_content=__CID_NAME__

A nomenclatura derruba todo mundo uma vez: no vocabulário de macros do TikTok, AID é o grupo de anúncios e CID é o criativo. Ou seja, __AID_NAME__ devolve o nome do grupo e __CID_NAME__ o nome do anúncio — a tabela da primeira seção merece um favorito só por isso. As variantes de ID (__CAMPAIGN_ID__, __AID__, __CID__) existem para quando você quer valores imunes a renomeação, e o ttclid é anexado automaticamente, igual ao gclid do Google e ao fbclid da Meta.

Convenções Que Mantêm o Relatório Limpo

Os modelos resolvem a mecânica. Estas regras resolvem a entropia:

  • Tudo em minúsculas. A maioria das ferramentas de relatório trata UTM como sensível a maiúsculas, então Facebook e facebook viram duas linhas para sempre. Valores fixos em minúsculas; nomes de entidades em minúsculas já na criação.
  • Feche o vocabulário e documente. Um valor de source por plataforma (google, facebook ou o conjunto do {{site_source_name}}, tiktok) e um medium por tipo de tráfego (cpc, paid). O inimigo é fb, meta e facebook-ads convivendo na mesma conta.
  • Nomeie entidades como se fossem parar numa URL — porque vão. br-prospeccao-ampla-2026 ganha de [BR] Prospecção | Ampla (Junho) em qualquer relatório que você for ler.
  • Decida nomes vs. IDs por plataforma. O Google força IDs. Na Meta e no TikTok, nome é legível mas quebra ao renomear; ID é estável mas exige consulta. Os dois funcionam — misturar por anúncio, não.
  • Nunca edite URL à mão por anúncio. Configure o modelo no nível mais alto que a plataforma permitir e deixe a herança trabalhar.
  • UTMs e click IDs têm funções separadas. gclid/fbclid/ttclid servem para casar clique com conversão; UTMs servem para humanos lerem relatórios. Você precisa dos dois, e os modelos acima preservam os dois.

É aqui que um construtor de UTM se paga: no Decisa, os links são gerados a partir de um vocabulário fixo, então a convenção é garantida pela ferramenta em vez de depender da memória de quem monta a campanha de sexta-feira — e os mesmos parâmetros depois ligam cada clique ao pedido que ele gerou.

Configure Ainda Esta Semana

  1. Google: cole o modelo no sufixo de URL final no nível da conta, para toda campanha herdar.
  2. Meta: cole o modelo no campo de parâmetros de URL — e no seu checklist de duplicação, já que anúncios novos copiam do anúncio de origem.
  3. TikTok: anexe a string de macros à URL de destino na sua rotina de criação de anúncios.
  4. Documente o vocabulário (source e medium por plataforma) num lugar que o time inteiro veja.
  5. Renomeie antes de publicar: nomes de campanha e conjunto em kebab-case na Meta e no TikTok, e depois pare de renomear.
  6. Valide com um clique real por plataforma: clique num anúncio ativo e confira se todos os parâmetros chegaram preenchidos e em minúsculas na sua página.

Marcar URL é o trabalho menos glamouroso do tráfego pago, e os modelos acima transformam isso em tarefa de uma vez só. Faça uma vez, bem feito, e cada relatório que você abrir no próximo ano responde à única pergunta que importa: qual anúncio realmente gerou este pedido.